quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RECEITA PARA A SAÚDE

Em decorrência de minhas atividades ligadas a política partidária e gestão pública, desenvolvi um esbosso de estudo apresentando ações destinadas a melhoria na gestão do sistema de Saúde nos municípios. 
Os gargalos citados são comuns em todas as cidades brasileiras, sua adaptação as peculiaridadaes específicas de cada local e região serão sempre necessárias, uma vez que é somente um esboço que elenca três pontos comuns. Sua aplicação efetiva dependerá de detalhamento do estudo e adequação às peculiaridades.

Gargalos e entraves no Sistema de Saúde Municipal e sua solução

Com a existência de alguns entraves no sistema de saúde, quando o secretário de Saúde é absolutamente dedicado o sistema é classificado de mau e pode variar para péssimo, dependendo do desempenho da Administração da Prefeitura.
Existem três ações que se aplicadas, podem eliminar tais entraves de tal forma que uma vez implementadas os conceitos da eficiência do sistema municipal de saúde passam a ser classificados entre bom e ótimo.

Os itens que abordaremos são:

  • ü  REMEDIOS
  • ü  PROTOCOLO MÉDICO
  • ü  SERVIÇO MEDIDO E GRATIFICADO

ü   
REMEDIOS
Existe uma cultura funcional no sistema de saúde que atinge todas as classes de servidores, de servidores do nível fundamental, técnicos, a servidores de nível superior que é o de levar medicamentos para suas casas.
Isso é cultural, não existe maneira de modificar através de controles, todos os controles já foram exaustivamente experimentamos e burlados.
Em uma cidade com 100 mil habitantes, com certeza existem no mínimo trezentas farmácias básicas nas residências dos servidores da saúde, atendendo seus vizinhos, parentes e amigos, completamente sem controle por parte da administração municipal.
Não é recomendável combater esse mal aplicando controles ostensivos, isso levaria a um clima de confronto com o funcionalismo extremamente negativo, para a imagem dos gestores e para o funcionamento do sistema.

A solução seria modificar o sistema desde a compra.

A Prefeitura passaria a licitar a distribuição de medicamentos e não a sua aquisição.

Representa uma grande modificação nos procedimentos onde a prefeitura e os munícipes são os grandes beneficiados.
A prefeitura livra-se da administração dos medicamentos da atenção básica, que passam a ser de responsabilidade do fornecedor que obedecendo a cláusula contratual não poderá deixar faltar e aviará diretamente aos pacientes, atendendo a receituários do município.
Somente serão pagos ao fornecedor, os medicamentos efetivamente distribuídos aos pacientes.
Essa distribuição será feita nos postos de saúde, centros de saúde ou centros de distribuição, onde um estudo de logística indicar.
Distribuição de medicamentos será realizada com pessoal do fornecedor.
Como a prefeitura ainda não pagou pelos medicamentos, ou melhor, nem menos os adquiriu, o fornecedor criará mecanismos que impeçam os desvios, uma vez que o risco é do fornecedor.
Esse controle eliminará os desvios sem nenhum confronto com a categoria, proporcionando uma economia significativa e a plenitude do atendimento.

Das aquisições feitas hoje pelo sistema de saúde para a distribuição na atenção básica, mais de 80% não chega ao usuário final, por desvio, má administração dos estoques e descarte de produtos vencidos.

O que é bom desaparece rapidamente, o restante vence sem ser distribuído.

Existem médicos que inexplicavelmente,  não prescrevem medicamentos existentes nos estoques.

PROTOCOLO MÉDICO DE ATENÇÃO BÁSICA
A Secretaria de Saúde deve implantar um protocolo de atenção básica, este protocolo de atenção básica consiste em um manual de conduta de tratamento para as várias patologias, feito de forma científica, determinando que os médicos a tratem sempre as mesmas doenças com os mesmos procedimentos e medicamentos.
A uniformização dos medicamentos facilitará e tornará possível a contratação de fornecedores para a distribuição dos medicamentos, conforme preconizado no item anterior.
Esse protocolo está disponível em universidades, especialmente a Universidade Federal de Uberlândia que em convênio com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais desenvolveu recentemente um excelente trabalho nesse sentido e está disponível.

A aplicação desse protocolo e suas conseqüências foi um dos elementos que permitiu que o ex-governador Aécio Neves tivesse tanta aceitação e popularidade.

Tal protocolo tem a concordância com os conselhos de medicina e sua aplicação não implicará em nenhuma dificuldade de ordem técnica e ética. 

SERVIÇO MEDIDO E GRATIFICADO
Com a implantação do protocolo de atenção básica, a distribuição de medicamentos equacionada, proporcionará uma economia considerável ao sistema.
É importante a informatização dos prontuários médicos para poder medir o desempenho dos profissionais.
Com a economia gerada pela melhor distribuição nos medicamentos, a Secretaria deve instituir um fundo, formado por um percentual da arrecadação do SUS acrescido de um percentual dos recursos próprios da Prefeitura que corresponda ao longo de um ano o montante financeiro equivalente a duas folhas mensais de pagamento da saúde Secretaria de Saúde.
A Secretaria faria a apuração dos procedimentos efetivamente realizados por cada um dos profissionais atribuindo pontos a esses procedimentos e a cada trimestre distribuiria uma gratificação baseada na pontuação de cada profissional.
Essa gratificação em média deverá representar ½ salário mensal, distribuído cada três meses a título de gratificação de desempenho institucional.
Ação preconizada pelo SUS.
Com a implantação dessa medida haverá uma inversão de interesses e os profissionais no lugar de fugir dos pacientes correrão atrás destes, melhorando consideravelmente o serviço.

CONCLUSÃO

Não faltando remédio;
Os profissionais atendendo com interesse;
A administração do sistema de saúde passará a gozar de um conceito muito melhor e será classificado entre bom e ótimo, no lugar do que acontece hoje que por mais que o gestor se esforce o conceito sempre está classificado entre ruim e péssimo.

Restará ao gestor, administrar com seriedade e dedicação o dia a dia, sem o estresse dos gargalos e entraves apontados neste relato.

RECUPERAÇÃO DE DROGADOS


Existe em Tucuruí um Centro de Recuperação de Drogados, se chama Centro de Recuperação Novo Caminho.
A instituição abriga no memento 17 internos, dependentes de várias drogas.

Soube da existência da instituição a partir de uma visita que fizeram a Igreja Evangélica Deus é Vida, onde eu também me fazia presente.
Posteriormente deparei com pessoas arrecadando recursos no semáforo, me interessei e fui até lá.

Fica localizada na Rua Bahia, no Getat, ou melhor na Vila Rural, quase chegando no presídio.

O que lá vi me sensibilizou. é tudo é muito improvisado, muito carente, porem tudo feito com muita dedicação.
A Centro de Recuperação Novo Caminho faz uma atividade de reciclagem de garrafas PET, transformando as garrafas em vassouras.
Essa atividade tem vários objetivos: Limpa a cidade, retirando garrafas PET  no meio ambiente, proporciona terapia ocupacional aos internos e com a venda das vassouras, ajuda a financiar a instituição.

Discutindo o assunto com o dirigente da Casa, Pastor Davi, traçamos um plano para recolher PETs e vou aqui expor:
Construiremos dois recipientes, tipo gaiola, grande e telada e coloca-las uma na Praça do Rotary e outra na Feira Municipal.
Conseguimos a doação de uma máquina de fazer Algodão Doce, faremos a divulgação e incitaremos as pessoas a recolherem PETs e as crianças ganharão Algodão Doce a cada X garrafas entregues, o objetivo é colocar as juventude a recolher PETs para doação. 

Outros pontos de coleta deverão acontecer, dependendo do interesse de parceiros que possam surgir.
Hoje o Rui Barroso que tem um comércio na Nova Tucuruí se manifestou interessado em construir um recipiente para receber doações e distribuirá pirulitos para as crianças que doarem PETs.
A quem interessar em participar, com certeza o Centro de Recuperação fornecerá um BANERs orientando sobre o recolhimento de PETs.

O Secretário de Meio Ambiente do Município foi simpático a iniciativa, deverá fornecer a respectiva licença ambiental e também, quando da implantação da coleta seletiva, em fase de planejamento, deverá doar parte das PETs recolhidas ao Centro de Recuperação Novo Caminho, as tratativas para tal já foram iniciadas junto ao Secretário Edilson Braga Junior.  

O assunto ainda está muito incipiente, porem evoluindo muito bem.

Neste momento devemos agradecer ao Cine Foto Vaz que se propôs a doar a máquina de fazer Algodão Doce, a Arte Bener, que propôs doar o projeto e material (telas)  para os recipientes de coleta.

As pessoas que se interessarem em participar de alguma forma com idéias e ações, entrem em contato, pelo e-mail osoriopacheco@mconline.com.br

Agradeço a todos,,,,,

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FINALMENTE, COLEI GRAU

Ontem, 10 de novembro de 2010, colei grau como Bacharel em Administração de Empresas.
Curso que iniciei  em 1969 nas Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU em São Paulo, passei pela Suam no Rio de Janeiro, no Bairro de Bonsucesso, me matriculei na Faculdade Afonso Celso em Campo Grande no Rio de Janeiro e em uma outra faculdade em São Paulo que não me lembro nem mesmo o nome.
Trocando de escolas de acordo com as conveniências profissionais e de deslocamentos, cursei até o 7 semestre, faltando sempre alguma adaptação porque a grade curricular das escolas nunca eram exatamente iguais.
Nunca fui um aluno exemplar, nem tampouco muito frequente. Por ter sido precosse em muitas coisas, especialmente no campo profissional, com ou sem faculdade, pouca coisa mudava em minha vida, por conta disso, sistematicamente negligenciava nas freqüências.

Aos 13 anos, na cidade de Marília- SP, eu vendia títulos de capitalização e Letras de Cambio do Banco de Investimentos Finasa do grupo do Banco Mercantil de São Paulo, da família dos Vidigal. Buscava os clientes nas relações de amizade de meu pai, que era gerente de um ou outro banco o Bradesco, que se  chamava Banco Brasileiro de Descontos S/A.

Depois de passar pelas multinacionais Burrougs, Siemens e Avon Cosméticos, aos 21 anos me transferi para o Rio de Janeiro, já casado e fui gerenciar a informática de uma empresa gráfica, fabricante de formulários contínuos, a maior do país na época.
Entrei nessa empresa como vendedor em São Paulo e saí 6 anos depois ocupando o cargo de controller da cia. 
Aos 26 anos fui gerente de informática da maior empresa de atacado do país, na época, José Alves S/A Importação e Exportação, as Casas Alô Brasil.
Meus vencimentos equiparavam ao de qualquer executivo de alto nível do eixo Rio/São Paulo e o fato de eu não ter conmcluído a Faculdade não tinha a menor importância. 

Em 1977,  a vontde de me estabelecer, algumas frustrações neste sentido no sudeste, o medo do pessoal do DOPS e da Operação Bandeirante - OBAN que ainda persistia prendendo estudante que pensava em liberdade, resolvi largar tudo, inclusive a Faculdade e migrei para Tucuruí, uma aventura amazônica.


Passados 29 anos, depois de ser contabilista,  professor, empresário bem sucedido em um tempo e quebrado em outro, político e servidor público, dono de padaria e amassadeira de açai, de passar por mais quatro casamentos, com filhos e netos, resolvi reiniciar o curso de Bacharel em Administração de Empresas, cuja colação de grau aconteceu ontem, aos 62 anos. 
Diante disto lembro a máxima, ninguém queima etapas, muitas das vezes invertemos a ordem.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de "secretário-geral do coral." 
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial.

Mário de Andrade (1893-1945)

Observação do blog mais de 100 anos, muitas gerações se passaram e nada mudou. 

SABEDORIA



Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.

Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ...

O cachorro velho pensa: Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:

-Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum. E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:

-"Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!"

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-"Cadê o filho da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! "

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria só vem com idade e experiência.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CARGO? QUE CARGO?

Nesta época que vivemos de disputa de espaços nos governos que se instalarão a partir de Janeiro de 2011 é importante observar a opinião que auscultei em uma reunião informal entre amigos e políticos uma DEFINIÇÃO DE:

O QUE É UM CARGO POLÍTICO?


Se não tiveres sob seu controle e de sua confiança, além do Gestor:
1 - O Departamento Jurídico, que analisa a legalidade se seus atos e encontra opções legais para as necessidades;
2 - O Departamento Financeiro, que viabiliza a execução orçamentária e financeira.
3 - O Departamento Relações Públicas ou Comunicações, que faz a divulgação de seus feitos.


NÃO TENS UM CARGO. 

sábado, 6 de novembro de 2010

A AJUDA MUNDIAL A ECONOMIA BRASILEIRA TERMINOU - "DELFIN NETTO"


O competende Josias de Souza da folha de São Paulo publicou e reproduzimos aqui:

O professor Delfim Netto acha que Lula entrega para Dilma Rousseff um governo melhor do que aquele que recebeu de FHC.

Com uma diferença: “A ajuda que o crescimento da economia mundial deu ao período Lula está terminando ou já terminou”.

O professor avalia que, sob Dilma, “o equilíbrio fiscal é fundamental”.Esgotaram-se “todos os truques possíveis”, disse Delfim. Acha que Lula e Dilma sabem disso.

Em entrevista aos repórteres Ivan Martins e José Fucs, o ex-cazar do milagre econômico da ditadura, que Lula converteu em conselheiro informal, declara-se otimista.

A conversa foi levada às páginas de Época. Delfim expôs diagnóstico e terapia. Soou em termos muito parecidos com os que vem sendo expostos por Dilma.

Abaixo, algumas das observações de Delfim:


– Conjuntura internacional: ”A Dilma recebe um governo muito melhor do que Lula recebeu. Com uma diferença: Lula pegou o governo quando vinha ventania de popa. Dilma vai receber o governo com ventania de proa. A ajuda que o crescimento da economia mundial deu ao período Lula está terminando ou já terminou.

– Consequências do novo cenário: “Você vai precisar de muito mais força do mercado interno se quiser manter seu ritmo de crescimento para continuar a distribuir renda. O Brasil precisará em 2030 dar emprego de boa qualidade a 150 milhões de sujeitos entre 15 e 65 anos. Você não vai fazer isso exportando alimentos e minerais. Por mais complexas que sejam essas cadeias, você precisa de uma economia de serviços e industrial. Uma economia competitiva. Todas as políticas precisam incentivar a competição. Aliás, observem o que a Dilma disse sobre as agências reguladoras. Ela disse que gente competente será nomeada porque nós precisamos garantir a competição. Competição é o nome do jogo.

– Política fiscal: “Houve pequenos desvios na política fiscal em 2009 e 2010, mas há um grande exagero na crítica dos economistas que falam em desastre fiscal. [...] A verdade é que não há desequilíbrio fiscal gigantesco no Brasil. Lula e Dilma sabem que o equilíbrio fiscal é fundamental. Eles sabem que a relação entre a dívida pública e o PIB é um fator importante quando se quer reduzir a taxa de juros real.

– Estratégia para baixar os juros: “É preciso coordenar a ação fiscal e monetária. Você tem de dar ao Banco Central o conforto de que o combate inteiro à inflação não vai ficar apenas na mão dele. O papel dele é construir, como construiu, uma expectativa de inflação estável. Mas o governo tem de sinalizar com clareza que vai reduzir a relação entre dívida e PIB daqui para a frente.

– Superávit primário: “Na verdade, você esgotou todos os truques possíveis. Se disser que vai aumentar o superávit primário aumentando a tributação, vai dar tudo errado. Mas reduzir a dívida implica o seguinte: os salários, os benefícios, os programas de redistribuição do governo, que são e foram fundamentais, terão de crescer ligeiramente menos que o PIB. De tal forma que se abra espaço para o investimento público. No passado, a carga tributária era de 24%, e o Brasil investia 4% do PIB. Hoje, a carga tributária é 36%, e o Brasil investe 1,5%.

– Poupança interna:  “[...] Temos de criar mecanismos de criação de poupança interna de longo prazo. E o Brasil tem uma vantagem em relação a isso: o mais sofisticado sistema financeiro de qualquer país emergente. O sistema financeiro brasileiro compete com o inglês e com o americano. Não tem comparação possível nem com o alemão. O Brasil está hoje no radar de 140 países e de 1,4 milhão de sujeitos que constituem seus portfólios com o real dentro”.

– Câmbio e juros: “É ilusão imaginar que você pode controlar o câmbio quando existe esse diferencial de taxa de juros em relação aos outros países. O Brasil é hoje o único peru com farofa disponível na mesa do mercado internacional. Por isso o dinheiro vem para cá. Não é possível controlar o câmbio com medidas fiscais, como a elevação do IOF. O ministro (da Fazenda) Guido Mantega sabe disso. Ele elevou o IOF em legítima defesa, porque a valorização cambial está destruindo um sistema sofisticadíssimo de produção que foi construído ao longo dos anos. Mas, para resolver a situação de forma duradoura, teremos de caminhar para uma taxa de juro real de 2% ou 3%. Isso é fundamental. Quando tivermos essa taxa, não vai mais ser preciso se preocupar com o câmbio.

– FHC X Lula: ”A ideia de que o mundo começou em 2003 é falsa, mas quem ajudou a fazer isso foi o PSDB. Ele é o maior inimigo do Fernando Henrique. O PSDB morre de inveja dele. Não consegue conviver com seu sucesso. Foi isso que ajudou o Lula a desconstruir FHC. Quando eles tentaram recuperar, já era tarde. [...] Se você olhar, vai perceber que a privatização foi feita em estado de emergência. O Estado estava quebrado, precisava de dinheiro. E não há nenhuma privatização que não tenha produzido efeitos extraordinários. Mas o PSDB não foi capaz de defender as coisas mais importantes feitas por Fernando Henrique”.

– O Plano Real: “Foi uma pequena joia. Ter congelado a distribuição de renda sem que as pessoas tivessem entendido, ter liberado os preços, ter construído todo um equilíbrio no tricô e depois liberado tudo e ele continuar como estava. Foi uma coisa brilhante, um dos mais extraordinários planos de estabilização já construídos. Negar esse fato é uma estupidez”.
Vou Deitar e Rolar
Composição: Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Não venha querer se consolar
Que agora não dá mais pé
Nem nunca mais vai dar
Também, quem mandou se levantar?
Quem levantou pra sair
Perde o lugar
E agora, cadê teu novo amor?
Cadê, que ele nunca funcionou?
Cadê, que ele nada resolveu?
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Ainda sou mais eu
Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar
E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Que deu no pira
E ficou sem nada ter de seu
Ela não quis levar fé
Na virada da maré
Breque
Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher?
Vou deitar e rolar
Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar
E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Deu no Tucuruí Agora e agora só falta o Diário Oficial confirmar

Nestes tempo de pós eleição, época que são tratados assuntos a respeito de nomeações para os diversos cargos da República e do Estado, além de mudanças no Legislativo local, há espaço para muitas especulações, quem influencia quem, como as máquinas governamentais serão loteadas, quem são os corretores, os incorporadores e finalmente os mutuários, para usar a linguagem imobiliária referindo ao "loteamento" citado.

Todos os dias alguem se comunica comigo dizendo, fulano vai para tal órgão, beltrano para outro.
Eu respondo, nada está resolvido, tudo isso é muito pre-maturo e ouço de meus interlocutores: "mas deu no Tucuruí Agora", como se isso fosse algum parâmetro de realidade.

Confundem o Tucuruí Agora com o Diário Oficial, onde são publicados os atos dos governantes. 

O programa precisa de audiência e a técnica de comunicação manda que se dê espaço a essas especulações, isso dá audiência, mexe com as pessoas, seus egos e suas realizações.

Pessoal, Quando for real, sai no DIÁRIO OFICIAL 

CONSIDERAÇÕES SOBRE O VOCÁBULO "PRESIDENTA"

Um pouco de cultura não atrapalha!!!


Tem-se notado, como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus seguidores,pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal
como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.


Presidenta???
Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante,de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente,
o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente.

Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta";  se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta";se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta..
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. "

CATALOGO DE CORES PARA PESSOAS

Em um comercial do IBGE estimulando as pessoas responderem detalhes sobre raça e cor da pele nas entrevistas do senso, aparece a atriz Tahis Araujo, que na minha opinião é mulata dizendo: " minha raça é negra e minha cor é preta".
Eu diria que aquela beldade é mulata portanto sua cor é parda, já minha mulher que no meu entender é branca disse ao senso que é parda, uma vez que eu sou muito mais claro, ou branco que ela, por isso ela se considerou parda.

Fiquei pensando, está meio complicado, com um número imenso de ressenciadores, os critérios são os mais diversos possíveis, o que provoca um resultado irreal ao senso.
Por conta disso, vou propor ao IBGE que no próximo senso disponibilize aos visitadores um catalogo de cores de gente, como aqueles que as lojas de tinta nos mostram para escolher cores.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O que é convênio administrativo? 
Ariane Fucci Wady, consultora da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas



Em tempos que se discute obras e autoria destas, de origem dos recursos dos diversos entes administrativos, buscamos uma definição de "convênio" para esclarecer os leitores.
Convênios são utilizados nas várias esferas da administração pública com o propósito de descentralizar os recursos, atingir melhor o objetivo, estar mais próximo dos beneficiários.


A consultoria define:
Convênios são formados entre entes federativos entre sí ou organizações sociais.
Os convênios administrativos são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie, ou entre estas e organizações particulares, para a realização de objetivos de interesse comum dos particulares. Convênio é acordo, mas não é contrato. No contrato as partes têm interesses diversos e opostos; no convênio os partícipes têm interesses comuns e coincidentes. Por outras palavras, no contrato há sempre duas partes (podendo haver mais de dois signatários), uma que pretende o objeto do ajuste e a outra que pretende a contraprestação correspondente, diversamente do que ocorre no convênio, em que não há partes, mas unicamente partícipes com as mesmas pretensões. A Carta Política pátria não se refere, nominadamente, a convênios, mas não impede a sua formação, como instrumento de cooperação associativa, conforme dispõe o artigo 23, parágrafo único. E o decreto-lei 200 /67, ao cuidar da reforma administrativa, já os recomendava como meios de descentralização de suas atividades, desde que os partícipes estejam devidamente aparelhados (artigo 10, § 3º, b). A lei 8.666/93 considera contrato, para seus fins, todo e qualquer ajuste entre órgãos e entidades da Administração Pública e particulares, desde que haja acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada (artigo 2º, parágrafo único). Há no artigo 116 , do mesmo diploma legal, determinação de que a incidência de seus dispositivos, no que couber, recairá a todos os convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos ou entidades da Administração, estabelecendo, ainda, diversas formalidades que devem ser cumpridas quando da celebração de convênio.

O DOUTOR EUGÊNIO ERA UM GRANDE CALHORDA, SE FOI ENVENENADO MERECEU

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

QUEM LEVA TRAZ


Quando Ana Julia embarcou no "lotação" chamado PMDB a caminho do Palácio dos Despachos ouviu do motorista ao desembarcar:
 "São quatro anos, caso haja possibilidades poderás ficar mais quatro, não havendo, venho te buscar."
Ontem, as 19:00 horas com uma pontualidade britânica, o veículo PMDB encostou na rampa de embarque, está esperando acabarem de arrumar as bagagens que por falta de previdência e excesso de confiança ainda não estão prontas.

domingo, 31 de outubro de 2010





As piores víboras são as que se apresentam como cordeiros.
Cordeiros indefesos, que dizem: Preciso muito desse apoio, me da uma oportunidade. 
Nem todos os cordeiros são víboras, entretanto, todas as víboras quando querem sabem ser cordeiros 


15.000 acessos, muito obrigado

Resultado das Eleições

As apurações da das eleições praticamente concluidas apresentaram os resultados abaixo:


Em Tucuruí  - 100% dos votos apurados


Simão Jatene ------------25407 ---------------54,43%

Ana Julia Carepa-------21.275 --------------- 47,67%

Votos Brancos-------------1149 

Votos Nulos------------------716

Votos Válidos------------46682


No Brasil  - 98,74% dos votos apurados


Dilma--------------- 54.991.093 -------------------55,93%


Serra----------------43.327.509 -------------------44,07%

A ALEGRIA E A CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO

Estive em Belém, no Shoping Boulevard, lá inauguraram um espaço com sete salas de cinema de primeira qualidade.
Entre um compromisso e outro resolvi assitir ao filme Tropa de Elite II, um espetáculo, porem o que quero relatar aqui é a respeito da imensa alegria que senti.
Ao comprar o ingresso, chegando minha vez, perguntei ao atendente quanto era o preço, uma vez que minha dificuldade visual aliada a falta da lente de contado do olho esquerdo prejudicava a visão a ponto de não saber qual era realmente o preço do ingresso.
Qual foi a minha surpresa quando o atendente me perguntou: 
__O senhor tem gratuidade?
Respondi que não sabia, afinal não sabia mesmo. O atendente insistiu: 
__O senhor tem mais de sessenta  anos? 
Aí eu entendi e respondi: 
__Sim tenho sessenta e dois anos.
O atendente me disse a frase que me causou imensa e inesperada alegria: 
__O senhor tem direto a gratuidade, tome aqui seu ingresso, não precisa pagar nada.
__O senhor tem documentos, o porteiro vai lhe exigir.
Aquilo no momento foi para mim como se fosse uma criança que recebe um presente surpresa.
Inexplicável e surpreendentemente, aquela frase pronunciada pelo atendente e a surpresa de ganhar aquele ingresso me causou uma alegria que inundou meu ser, como há muito não experimentava.
Segui para a sala seis do cinema e para minha decepção e a constatação do óbvio, me dirigi ao porteiro com o documento de identidade na mão e este não quis nem olhar o documento para comprovar minha "tenra" idade.
Fiquei triste com a constatação do óbvio de minha aparência de idoso.
Coisas que a gente sabe, convive todos os dias, mas quando se constata, de alguma forma nos atinge.
O ser humano tem mistérios em sua mente que desconhecemos, nunca imaginei que uma surpresa destas pudesse me alegrar tanto.
Doravante vou freqüentar mais os cinemas, quando for a capital e vou verificar se em Tucuruí também tem a mesma colher de chá.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

COMO VALDEVINO ! ! !

No julgamento ontem pelo  Superior Tribunal Federal, o Presidente Cezar Peluzzo e o Ministro Celso de Mello comportam como outrora o vereador Valdevino Romaro, votaram contra sua própria proposição.

Para quem não acompanha a política local ou que pela idade ou ausência não acompanharam, o ex-vereador de Tucuruí Valdevino Romaro apresentou na Câmara de Tucuruí um projeto e na hora da votação com aquele "os que aprovam que levantem e os que desaprovam mantenha-se sentados", Valdevino, desatento, desaprovou seu próprio projeto.

Da mesma forma, os ministros Mello e Peluzzo, no desempate da questão do ficha limpa, optaram pela condenação, diferentemente de seus votos.

O que os diferencia de Valdevino é que o primeiro desaprovou sua proposição por mera desatenção e os Ministros, não podemos saber o que lhes fez comportarem como Valdevino, mas com certeza, desatenção não foi. 

O presidente da corte mais importante do país se mostrou bastante tímido e com pouco traquejo para conduzir os Ministros, o que a meu ver provocou o impasse anterior no caso de Roriz, que causou constrangimento à corte e ontem repetiu show, titubeando na condução dos trabalhos.

Brilhou o Ministro Gilmar Mendes.

O caso de Valdevino, tem sido contado como uma anedota "real", o de Peluzzo a historia vai determinar que qualificativo  terá.    

Nota do P M D B

O PMDB emitiu nota afirmando que vai requerer ao TRE a realização de nova eleição.


conheça o teor da nota CLICK AQUI

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prevaleceu a violência e o casuismo

Na decisão que fez retroceder o direito atingindo um fato anterior a existência da lei da Ficha Limpa mostra que metade dos Ministros do STF pousa para a mídia, cuida de sua imagem como se fosse artista.
Eles preservam suas biografias, mas não preservam a constituição do Brasil.
Essa violência abre caminho para outras arbitrariedades que podem comprometer a segurança jurídica do país.

Tem o meu repúdio.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PREFEITURAS AJUDAM GOVERNO FAZENDO OBRAS

No comício de ontem realizado em Tucuruí pela coligação Acelera Pará, da recandidata Ana Julia Carepa, segundo informações publicadas nos blogs e informado por pessoas que lá estiveram, verificou-se uma mudança de foco da campanha eleitoral. 
A desgovernadora candidata reeleição mudou o foco da campanha, como se fosse eleição de prefeito,  fez grandes críticas ao Prefeito Municipal, alegando que suas obras são "todas" ou a sua grande maioria, com recursos do Governo do Estado.
Isso falado assim cruamente sem nenhuma comparação de números poderá parecer que a queixa tem sentido, porem se conferirmos os números da execução financeira do Estado do Pará, tanto do orçamento próprio, nos repasses, como dos recursos advindos de autorização de empréstimos, tudo que esse governo fez foi não conseguir utilizar os recursos que estiveram a ele disponibilizados. 
Dos repasses federais, são devolvidos mais de 38%  porque o Estado não conseguiu utilizar, não conseguiu fazer os projetos e viabilizar o uso dos recursos.
Dos recursos próprios, um grande percentual são utilizados sem transparência, sua grande maioria com  dispensa de licitação de forma muito duvidosa. 
Dos empréstimos, mais de 60% das autorização de endividamento concedidas pela Assembléia Legislativa não conseguiu se materializar.
Diante de tanta incompetência, distribuir recursos para as prefeituras realizarem as obras é um auxilio que as prefeituras estão dando ao Governo Estadual, uma vez que caso esses recursos não fossem repassados em convênios, não seriam utilizados como não foram tantos recursos. 
Não tenho nenhum vinculo político com o Prefeito Sancler, mas as estocadas que ele recebeu no comício de Ana Julia não se justificam.
Sancler, como todos os outros prefeitos têm auxiliado o Governo a dar bom destino aos recursos, alias, convênio existem exatamente para isso, a descentralização de recursos para sua melhor utilização.