quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A sorte de Marina sempre atrelada ao azar de seus parceiros

Marina Silva, ao longo de sua carreira, foi beneficiada por duas mortes de pessoas que a circundavam.
Se o fazendeiro Darli não tivessem matado Chico Mendes em 1988, que só se notabilizou depois de morto, Marina não teria se projetado como se projetou e mais recentemente se aquele avião não cai em Santos, Marina permaneceria a candidata a vice presidente do terceiro colocado na eleição.

sábado, 30 de agosto de 2014

Marina, a Tirana de Brasília

29/08/2014  02h00

REINALDO AZEVEDO

        Tenho me dedicado, nem poderia ser diferente, a tentar entender o pensamento de Marina Silva –há gente assegurando que ela vai presidir o Brasil. Mas é tarefa difícil. E rio daqueles que, julgando compreendê-lo, criam suas próprias metáforas para desentranhar as da candidata do PSB à Presidência, de sorte que, depois de alguns minutos de conversa, estamos todos no reino da alegoria, lá onde uma coisa puxa a outra rumo a lugar nenhum. Malsucedido no meu esforço, recorro, então, a Eduardo Giannetti, que parece ser o Platão redivivo que, desta feita, encontrou um bom Dionísio.
        Marina reuniria as características da "Rainha Filósofa". Se ela fizer como Giannetti recomenda, conseguirá expulsar da política os cartagineses do PMDB e teremos, então, um governo dos "bons e dos virtuosos". A Siracusa do Planalto Central nunca mais será a mesma. Ou, quem sabe?, o pensador de agora se veja no papel de um Pigmaleão a esculpir a mulher ideal.
        A esta Folha, Giannetti disse que sua "Tirana (no bom sentido, claro!) de Brasília" pretende governar com o apoio de FHC e de Lula, embora a própria Marina, em suas intervenções públicas, a despeito de reconhecer as contribuições de PSDB e de PT à democracia, anuncie que é chegada a hora de pôr fim à era do confronto entre os dois partidos. Ou por outra: para as elites políticas, o Platão da Marina diz que vai governar com Lula e FHC; para o eleitorado com ódio da política, ela assegura, de modo oblíquo, que não será nem com Lula nem com FHC.
        A "Fórmula Marina", que Giannetti reproduz com impressionante ligeireza para quem tem preparo intelectual, é composta de ingredientes falsos ou de baixíssima qualidade. Marina seria o momento da síntese de uma tese e de uma antítese já manifestas. Ou, nas palavras do nosso Platão a este jornal, tentando certamente ser simpático com as duas personagens que cita: "FHC tem compromisso com a estabilidade econômica, nós também. Lula tem compromisso com a inclusão social, nós também. Vamos trabalhar juntos. Acho possível. Se a democracia brasileira tem razão de ser, é para que isso possa acontecer".
        Abstenho-me de comentar o fato de o entrevistado, imodesto, ter descoberto nada menos do que "a razão de ser da democracia brasileira", encarnada, por acaso, em Marina, sob seus diligentes cuidados, é certo! Vou considerar que foi apenas uma distração retórica, não uma húbris... Inferir que FHC não teve compromisso com a inclusão social é uma falácia não menor do que a sugestão de que Lula se descuidou da estabilidade. À sua maneira, cada um dos ex-presidentes foi a síntese das contradições dos respectivos governos que lideraram. Ou será que Marina chega agora para ser o fim da história, o "último homem"?
        De resto, a versão de que ao PSDB interessava mais a estabilidade do que a justiça social é só uma história porca narrada pelo petismo. A sugestão de que o PT só distribui benesses sem se ocupar das contas é só um reacionarismo tosco. Minhas severas restrições a esse partido têm a ver com suas taras autoritárias, com seu jacobinismo estúpido, não com seu viés social –de valores essencialmente conservadores, diga-se (mas isso fica para outra hora).
        Notem que nem me atenho aqui às barbaridades defendidas por Marina durante a votação do Código Florestal ou à sua luta obscurantista contra os transgênicos. Também a preservo do passado mais remoto, quando, fiel ao petismo, ofereceu batalha contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Abstenho-me de tratar da rede de crimes que envolve aquele avião, da qual ela foi, obviamente, beneficiária, o que poderá resultar até na cassação de um eventual mandato se a lei for cumprida (ou me demonstrem que não). Esses são assuntos, digamos, contingentes, do dia a dia do noticiário.
        Uma postulação assentada sobre uma fraude intelectual me incomoda muito mais. A leitura que Marina faz das contribuições e malefícios do PSDB e do PT à democracia brasileira é fantasiosa e atende apenas à mitologia erigida a partir de sua lenda pessoal. Os brasileiros deveriam ter o direito de escolher apenas um presidente da República. Marina quer nos oferecer uma nova era. Cuidado, Platão! Se der certo, não tem como não dar errado. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Vamos mudar o Pará; PORQUE ?

O Pará precisa de mudanças, de mudanças estruturais, mudanças de visão de como pensar o Estado.
Nestes últimos 20 anos, o grupo que governa o Estado, com um breve intervalo de Ana Julia Carepa, perdeu o bonde da história, perdeu a oportunidade de promover o desenvolvimento, como fez o vizinho Mato Grosso.
O Pará vem de uma cultura extrativista, que hoje só é admitida para subsistência ou muito bem planejada com sustentabilidade.
A partir dos anos 70, onde o governo militar construiu estradas, experimentou-se um modelo de desenvolvimento a base do desmatamento e criação extensiva de gado, estimulado pelo governo de então. O tempo dos empréstimos a fundo perdido, dos "pro-terra", da sudam e de ser obrigado a desmatar para receber os títulos de propriedade de terras. Estimulo-se a migração para a região, com o slogan "integrar para não entregar".
Quando esse modelo desenvolvimentista faliu, nada mais se fez no Estado.
O grupo que governa o Estado é composto de uma elite conservadora, provinciana e arcaica, que fez somente construir restaurantes e outros pontos receptivos em Belém, não dando a mínima importância ao modelo produtivo do Estado.
Hoje o maior empregador do Estado, é o próprio Estado e as Prefeituras,l ou seja, vivemos de FPM e FPE, os Fundo de Participação dos Municípios e Fundo de Participação dos Estados, respectivamente.  
Esse pessoal sucateou a Emater, a Sagri e a Adepará. Ninguém dá a mínima assistência ao produtor, num estado com uma extensão territorial continental, com terras férteis, planas, mecanizáveis, com abundância água e a fotossíntese privilegiada por uma exposição ao sol 30% maior que outras regiões. 
Vamos mudar o Pará para trazer progresso para esse povo sofrido, que não é olhado porque não mora em Batista Campos ou Nazaré.
O Pará, 20 anos atrás tinha o mesmo perfil de Mato Grosso, hoje o Pará permanece adormecido e o Mato Grosso está anos luz a nossa frente.   
Temos o pior índice de desenvolvimento humano do país, o IDH. 
Vamos mudar o Para, porque esse modelo que aí está, encontra-se vencido, vencido como um remédio com data de validade vencida e ao ingeri-lo, pode nos fazer mal ou até matar.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Comite Eleitoral de Artur Brito

Hoje, 21 de julho, as 19 horas foi instalado o Comitê eleitoral de Artur Brito, candidato a Deputado Estadual pelo PMDB com o número 15888, localizado na Avenida Raimundo Veridiano Cardoso, em frente da Loja Avenida.

Artur Brito faz dobradinha com Simone Morgado, candidata a Deputada Federal pelo PMDB com o número 1588.

A chapa completa é:

Presidente - Dilma nº 13
Senador - Paulo Rocha nº 131
Deputado Federal - Simone Morgado nº 1588
Deputado Estadual - Artur Brito nº 15888

Estiveram presentes colaboradores, amigos, dirigentes do Partido e entusiastas da candidatura de Artur Brito, jovem político que desponta como grande liderança em Tucuruí.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Policia mata na favela e apanha de "baderneiros ativistas"

Se nossas polícia utilizassem, junto a ativistas, baderneiros em grupo, baderneiros mascarados, as mesmas atitudes e comportamentos que utilizam com as populações de baixa renda que se amontoam nas favelas das grandes cidades, não teríamos depredações, não teríamos laboratório de pesquisas destruído.

Com medo da imprensa na divulgação de métodos mais truculentos, acaba protegendo esse tipo de delinquente de grife, com medo da influência das ong's nacionais e internacionais que fazem repercutir a notícia, nossas polícias vêm perdendo a batalha contra os baderneiros e trucidando cidadãos, muitas das vezes, inocentes, nas periferias das grandes cidades.

Algo está errado,. existe uma brutal e explícita inversão de valores.

PS. publiquei este texto dia 24 de outubro, no dia 25 a policia paulista apanhou literalmente no Parque Dom Pedro, na capital paulista.   

quinta-feira, 4 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ATE QUE ENFIM, O BOLSA CABEÇA,

Reproduzo aqui um ótimo e esclarecedor artigo de Galdêncio Torquato,

Até que enfim, o Bolsa-Cabeça

Gaudêncio Torquato
Ufa! Recado dado, pacote providenciado. O recado: a tolerância chegou ao limite. O copo da velha política transbordou.
Chega de aceitar a banalização do mal, estampada na fila de criminosos sem punição, corrupção desenfreada, promessas não cumpridas, representantes que pouco representam e governantes que não praticam a governança, por agirem apenas como gerentes ou por serem vistos como galhos da árvore patrimonialista.
Velhos presentes continuarão a ser bem aceitos, principalmente aqueles que se destinam a saciar a fome. Exemplo é o Bolsa-Barriga, fruto do programa que abastece o estômago de 40 milhões de pessoas sob o abrigo de 13 milhões de famílias.
A mensagem principal do recado é que o ronco da barriga subiu à cachola, abrindo um ciclo de novas percepções. A sociedade clama, agora, por um Bolsa-Cabeça. Essa é a notícia alvissareira que se extrai da movimentação de massas que sacode o país.
Fica patente que barriga satisfeita pode, até, cooptar a harmonia social e sustar a indignação por um tempo. Não, porém, por todo o tempo. A inteireza do corpo social requer também uma cabeça capaz de racionalizar, avaliar, exigir, cobrar, portanto, pronta para reescrever sua história.
O espetáculo das ruas tem também esse significado. Saciada a fome das margens muito pobres, garantida a inserção de um novo contingente no meio da pirâmide, afloram, agora, as clamadas demandas nas áreas da saúde, educação, transportes públicos e segurança pública. Por que só agora? Se as reivindicações são tão antigas por que deram um susto em gregos e troianos, centrais e suburbanos? Há explicações.
A travessia de uma Nação obedece a um processo que envolve grandes movimentos de massa, com efeitos absorvidos pelas instituições, ou revoluções, que acabam rompendo a velha ordem.
Avanços sem rupturas na fisionomia democrática ocorrem de maneira lenta e gradual, particularmente no seio de democracias consolidadas. Instituições fortes não desmoronam ante os rebuliços da contemporaneidade.
Vejamos o caso brasileiro. Nossa democracia é incipiente. O país dispõe da mais democrática Constituição de sua história, plasmada para acolher uma visão plural da sociedade. Mesmo assim a caminhada brasileira depara-se com muitos desvios.
Há buracos ainda não preenchidos pela legislação infraconstitucional, ensejando situações que empurram a Corte Suprema para a esfera política, conforme se constata pela interpretação que oferece sobre matéria de fundo político. Deriva daí a questão sobre a “judicialização da política”.
Difunde-se a expressão de que as tensões entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, decorrentes de interpenetração de funções, são normais e não ameaçam a normalidade democrática. Seria, até, sinal eloquente da vitalidade de nossa democracia
Não há como negar que a mania de querer esconder o clima tenso faz parte da cultura de contemporização que finca raízes profundas em nossos trópicos. A mania de deixar o dito pelo não dito, de desdizer o que foi dito, de postergar soluções para os problemas, de enfiar a sujeira por baixo do tapete, de não cumprir promessas feitas, toda essa colcha de retalhos mal costurados serve para explicar as manifestações populares.
A esfera política se distanciou das ruas. Se o governo federal não registrou sinais de sismo, é porque entendia que a harmonia social estaria preservada pelos bolsões de “barriga saciada”
A explosão pegou de surpresa governos e representantes, a traduzir insatisfação com o status quo. E, por um desses milagres que parecem confirmar a crença de que Deus é um pouquinho brasileiro, projetos de impacto, mofando há tempos nas gavetas, emergem e entram na planilha das decisões.
Em menos de uma semana, o Brasil dá um salto de modernidade. Nunca em tão pouco tempo as casas congressuais foram tão produtivas. Até a corrupção (quem diria) adentra o território dos crimes hediondos.
O fato é que o país real começa a ser desenhado, mesmo sabendo que há outro, falso, rodeado por castelos de areia. Basta anotar as incongruências.
O orçamento de 2010 e 2011 alocou R$ 12 bilhões para o Ministério dos Transportes, enquanto a peça de 2012 contemplou R$ 14 bilhões, recursos que, aliás, não foram usados na totalidade. Retrato da desorganização. E não é que o presidente da empresa de planejamento e logística, Bernardo Figueiredo, confessa que o nosso déficit em rodovias, portos, ferrovias e afins se aproxima de R$ 600 bilhões?
Afinal, qual é o território real, o do pequeno orçamento ou o do gigantesco déficit?
Dito isto, chegamos ao Bolsa-Cabeça, que está sendo organizado por apressadas providências do Executivo e surpreendentes decisões do Legislativo. Vão arrumar grana para colocar em pé o edifício do Brasil -Verdadeiro? Aprovam royalties do pré-sal para a educação. Bom.
Mas as turbas aguentarão sem reclamar uma espera de 6 a 7 anos, prazo calculado para aquela camada de óleo ser capturada? As marés revoltas puxam outras interrogações: para onde o país deve ou quer chegar? Que políticas públicas se fazem necessárias, desde já, para conter a avalanche social? Qual o modelo de governança eficaz e abrangente, capaz de juntar os conjuntos políticos, as forças produtivas e as organizações sociais no entorno de um grande projeto de Nação?
Se não houver respostas para estas questões, é arriscado garantir que tudo continuará como d’antes no quartel d’Abrantes.
A sociedade organizada tem demonstrado saber usar seus aríetes para furar os bloqueios das fortalezas do poder. O choque do futuro foi anunciado. A névoa moral começa a ser dissipada.
E que não haja dúvidas sobre o florescimento de uma nova ordem, que impactará os sistemas político/governamental, as áreas produtivas, os campos profissionais e os espaços sindicais, entre outros.
Que se apresentem, logo, saídas largas para o clamor das ruas. Sob pena de ouvirmos o cochicho de Hobbes: “quando nada mais se apresenta, o trunfo é paus”.

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

MEDICOS ESTRANGEIROS

Ao ler o blog do Noblat, gostei muito deste artigo e aqui o reproduzo.

O dia em que Dilma cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros

Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso
Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.
Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós.
Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós.
Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.
Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá.


Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.
Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".
"Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."
Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).
Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.
A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.
E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....
Para melhorar a qualidade....?
Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.
O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.
Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.
Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.
Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.
Hoje, eu chorei de novo.

Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso é cirurgiã geral no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro.

domingo, 23 de junho de 2013

Balas de Borracha

As autoridades, quando perceberam que uma onde de protestos poderia se transformar em um tsunami, determinaram que as policias atuassem no sentido de coibir abusos e não desmobilizar o movimento. Atitude perfeitamente coerente e correta.

Entretanto dentre as medidas, houve a determinação para não mais usarem balas de borracha. 

Diante do vandalismo ocorrido nos últimos dias, cometido por uma minoria de oportunistas, eu diria:
"não usem mais balas de borracha e voltem a utilizar balas de chumbo, como agem corriqueiramente nas periferias das grandes cidades." 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

UM GRANDE TEATRO - Leis que não pegam

Nessa linha de adequação as mudanças. no Brasil, fazem leis rigorosas destinadas a coibir ações indesejadas.
Quando a coerção legal não condiz com a realidade, simplesmente tais leis não são cumpridas e dizem que a lei não pegou, como se lei fosse feita para pegar ou não pegar. Lei é feita para ser cumprida, todavia a feitura das regras legais que não levam em consideração sua fatibilidade, acontece o absurdo, leis que não pegam.

Em nome das liberdades individuais e de expressão, da proteção das minorias, associado a falta de coragem do poder executivo de enfrentar situações desgastantes, acontecem absurdos. A inversão da ordem estabelecida passa a ser corriqueira, ou seja, uma desordem.

Em todos os segmentos sociais existem esses desmandos.
Recentemente um bando de índios rasgou um mandato judicial de reintegração de posse e o Estado acabou se curvando aos invasores e suspendendo a reintegração de posse, uma inversão de valores.

No Brasil, basta ser minoria, ou pousar de menos favorecido que a lei passa a ser discriminatória, favorecendo uma das partes de forma desigual.
Quem vai investir num país que um punhado de índios invade impunemente propriedades estabelecidas há mais de 30 anos.

Nas questões do meio ambiente, a prisão sem direito do "habeas corpus", faz dos fiscais do IBAMA uma função muito mais perigosa que realmente é. Se alguém estiver praticando alguma transgressão ao meio ambiente e for autuado, poderá ser preso sem direito a nada. Se essa mesma pessoa matar o fiscal antes da emissão da autuação, responderá em liberdade e se tiver um bom advogado criminalista, não será preso.

Nas questões da orientação sexual, a discussão que ultimamente polui os noticiários mostra que se alguém tiver uma discussão com uma pessoa com orientação sexual diferente do habitual, poderá ser acusado de homofobia e ter tratamento desigual perante a lei.

O assunto recente de um prefeito em um município paupérrimo na Ilha do Marajó, está sendo ameaçado de perda de mandato, por ter matado cães. Deveria ser premiado.

Essa inversão de valores permeia o mundo, mas no Brasil os exageros são muito gritantes, quando o Estado, para mostrar modernidade, aceita e cria regras que contrapõem o estabelecido no consciente coletivo, tudo não passa de um faz de conta, uns fingem que fiscalizam, outros fingem que cumprem.

QUEM VAI INVESTIR NUM PAÍS COM ESSA INSEGURANÇA








terça-feira, 4 de junho de 2013

AMIGA DA MIRMÃ


‎”Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”


Essa frase atribuída a Charles Darwing é muito significativa quando tentamos entender a raça humana.

Nos dias de hoje o difícil para nossa geração é se adaptar e achar bonito um camarada cantar que vai pra cima da amiga da MIRMÃ  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Olha a Cabeleira do Zezé


As câmeras do plenário do Senado mudaram de posição. Todas as que estavam no mezanino foram desativadas. Motivo: os senadores carecas estavam reclamando do ângulo, pois, de cima, suas cabeças ficavam muito expostas.

Partido Rede, não é para Dormir, é para sustentar.

Do Zé Simão

Agora temos dois partidos novos. A Rede da Marina Silva. Rede porque ora balança pro governo, ora balança pra oposição. Nhenc, nhenc, nhenc. Barulho de rede com o gancho enferrujado.


Precisamos saber se esse partido da sustentabilidade é para sustentar QUEM.
Ou é para ser sustentado pelo Dr. Erário. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

CPI DO BICHEIRO

Dezesseis assinaturas foram apostas ao requerimento que propõe abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os desvios no Detran-PA.
Bastariam 14 assinaturas.
O requerimento será apreciado pelo Presidente da Casa que tem 10 dias para instalar a CPI. 
Não é preciso da aprovação em plenário, o que quer dizer que a CPI é irreversível.
Assinaram a CPI os Deputados do PMDB, do PT e do PSOL.
O Senador Mário Couto não será investigado diretamente,  isso é de competência do Senado Federal, entretanto, pela ligação política e o loteamento de cargos praticado pelo governo em favor do Senador, o que transforma o DETRAN em uma verdadeira Captania Hereditária do Senador, popularmente será conhecida como a CPI do Bicheiro.  
Mais um fato que corrobora com a coligação PMDB e PT para as próximas eleições. 
Só falta as lideranças maiores decidirem que serão os candidatos para a cobra começar a fumar.

ALIANÇA PMDB E PT

Todos os peemedebistas tem como consenso de que o partido somente derrotará o PSDB nas próximas eleições se estiver coligado com o PT.
Da mesma forma existe praticamente o mesmo consenso no PT, a aliança com o PMDB é fundamental para tirar o PSDB do governo do Estado do Pará.
Como em política, por mais que alguns queiram tapar o sol com a peneira,"manda quem pode e obedece quem tem juízo".
De pouco adianta ficarmos elucubrando soluções para essa aliança, elencando candidatos de ambos os lados, fulano poderia ser o vice de beltrano, ou: Beltrano não tem perfil para vice, somente para titular. Essas hipóteses tomam ares de intriga e só fazem desgastar a relação entre os partidos, os pre-candidatos e a futura aliança. 
Quem vai resolver isso é o Jader Barbalho, em comum acordo com o Lula. 
Para adiantar o expediente e  atropelar de vez os tucanos, poderia o Dr. Jader procurar logo o Lula e firmar de pronto a aliança, seria um passo a frente e a antecipação da derrota tucana. 
Seja qual for o formato da aliança, todos concordarão. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

POLITICAMENTE CORRETO, SUFOCA AS PESSOAS


GERAL

Fita Métrica, por Elton Simões

Às vezes imagino que sobrevivi por milagre. Cresci comendo doce. Ovo era parte da dieta de todos os dias. Dias estes que não começavam sem um pão francês, carregado de glúten. Andava descalço. Brincava na rua. Falava com estranhos. As pessoas não usavam cinto de segurança.
Parece que só mesmo o acaso explica a sobrevivência de gente com estes comportamentos. Ou melhor, a combinação do acaso com a adaptação contínua aos novos tempos é o que parece garantir a sobrevivência física e social.
Os costumes evoluem e a gente vai abandonando velhos hábitos que, por sua vez, provavelmente serão, no futuro, considerados obsoletos e substituídos por outros, novos ou não tão novos, hábitos. Sobreviver física e socialmente pressupõe ser capaz de mudar e acompanhar o que (parece) seja o espírito de cada tempo.
De todas as adaptações, a que demanda mais trabalho talvez seja a necessidade de ser politicamente correto. No nosso tempo, parece não haver espaço para certas palavras, expressões, humor ou manifestações. Conviver socialmente é ser politicamente correto.
Já não há mais espaço para piadas de português, papagaio ou qualquer pessoa, etnia, classe, religião, sexo ou, aparentemente, qualquer coisa, pessoa ou animal. O risco de ofender com comentários corriqueiros nunca foi tão grande. Vivemos em uma época em que a melhor solução talvez seja substituir a língua por uma fita métrica que possa entregar as palavras na medida exata do socialmente aceitável.


Desvios são rigorosamente punidos. Qualquer deslize requer desculpas veementes e necessárias (preventivamente, já vou pedindo minhas desculpas por aqui, caso eu não esteja sendo politicamente correto). O politicamente correto parece estar tomando precedência à liberdade de expressão. Cada vez mais, a forma como se fala parece ser mais importante que o que se pensa ou o que se observa.
Ironicamente, expressões que foram criadas para evitar a discriminação acabam sendo somente outra forma de se referir à mesma ideia, grupo ou pessoas. Muda-se o rótulo, apenas.
Na tentativa de construir uma sociedade sem discriminação, o politicamente correto parece focar exatamente na diferença. Cria fragmentação e prejudica a diversidade. Cria uma espécie de ditadura das palavras. Com a desvantagem de tornar a convivência e comunicação mais complicadas. Afinal, ainda não é possível (mesmo que seja obrigatório) trocar a língua por fita métrica. Por enquanto.

Elton Simões mora no Canadá. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). E-mail: esimoes@uvic.ca . Escreve aqui às segundas-feiras.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Liberdade

Os povos que perdem a Liberdade pela força, pela força lograrão reconquista-la.
Entretanto, os povos que perdem a liberdade por descaso, esses, muito mais dificilmente a recuperarão.

Típico discurso dos grupos que perdem a liberdade por descaso,
discurso PAMG:

  • PROMETER
  • ACUSAR
  • MENTIR 
  • GRITAR